segunda-feira, 14 de maio de 2012

Definindo CPMI

Num país onde um escândalo puxa o outro, aproveito a oportunidade para traçar uma análise fria, pragmática e, em poucas palavras, reflito o seguinte: espere pelo próximo.


Mas já que o assunto do momento é CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) e não CPI, como tem propalado a mídia, o assunto pode suscitar muitas ideias, discussões, deliberaçções, enfim, essas Comissões Parlamentares, podem ter grande relevância! Entretanto tudo depende dos protagonistas. Já vimos tantas...com tão poucos resultados práticos e efetivos. Logo,  podemos divagar mais sobre o assunto. Por exemplo: Como defenir uma CPI ou CPMI? Metaforicamente, poderia ser mais ou menos assim...

O espetáculo circense -
(Pão e circo. Sempre...)


A festa de arromba -
(O arromba é literalmente. Mas a festa...ah! A festa...)

 Execução em praça pública -
(Todos pagariam para ver. Não tenho certeza se irão ver...)

O bode expiatório -
(Sempre tem mais gente... Então, cadê?! Alguém tem que pagar!)

domingo, 13 de maio de 2012

Tudo de novo

'E as águas vão rolar' *


Evidentemente que o caso Cachoeira, não tem nada de novo. Nem é capaz de deixar perplexo. Mas o caso tem muito em comum como outros nomes como o de P.C. Farias e Marcos Valério; ou seja, todos são pivôs de esquemas e escândalos de corrupção envolvendo políticos e empresários. Daqueles que poderiam estremecer a República, já que envolve gente graúda. Entretanto, como tem gente intocável, há de respingar no bode expiatório. Afinal, alguém tem que pagar!

P.C Farias, pagou com a vida. Já Marcos Valério...está no limbo. Mas pode ressurgir, quem sabe!? Há casos que a gente nunca sabe o desfecho e, em se tratando de determinados negócios, daqueles do tipo submundo, parta da premissa que arquivo morto é uma lógica pra lá de determinante.  

Cachoeira, não aparenta ter nada de tolinho. Deve ter aprendido muito com tudo com o passado alheio. Deve ter provas extensas, horas de gravações; coisas que comprometem e podem levar outros tantos junto com ele. A conclusão é óbvia! Principalmente depois da informação lançada, em um programa de debates, que seu advogado seria Márcio T. Bastos. Jurista conceituado, ex-ministro, pessoa influente, muito próximo ao poder, etc, e que dispensa apresentações. O que realmente surpreendeu, foram as cifras reveladas - algo em torno de 15 milhões os honorários...15 milhões?! Como assim, meu!?!

Cá com meus botões, acredito que o tal Cachoeira, pouco deve estar preocupado com as cifras. Nem deve desembolsar um centavo sequer. Não pelo motivo de contas congeladas. Mas é pouco provável que tenha que se aborrecer com o desembolsar dessa grana. É um homem esperto, tarimbado, precavido. Acredito, sim, que deve andar com os bolsos sempre cheio, não é! Sim! Cheiosss...de gente.

Não estou insinuando nada! É só a imaginação viajando longe...ademais, deixem as águas rolarem

* Saca-rolha - Zé da Zilda (Marchinha de carnaval - 1954)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Davi, o ferinha

Quanto maior és, maior o tombo...
sacô, mermão!
Na segunda-feira, resolvi dar uma olhada naquele seriado sobre a trajetória de Davi. Aprecio os épicos bíblicos. Oportuniza aprender alguma coisa. E, de fato, é uma grande produção. Claro, não poderia ser diferente e como toda história bíblica que se preza, espera-se uma adaptação à altura.
E entre idas e vindas, após Davi nocautear o gigante Golias, foram sucessivas vitórias e o carisma conquistado pela humildade daquele pastor de ovelhas. Mas como...! Um simples pastor, mais venerado que o rei! Aí começaram as crises de ciúmes do Rei Saul que, em troca de um futuro casamento com uma das filhas, exigia mais e mais de Davi. Uma vã tentativa de ver sua derrocada.
Não sei se os demais que acompanham, dão atenção aos diálogos. Eu presto atenção e já havia percebido isso de diferente nessa adaptação e o ponto culminante foi numa discussão envolvendo uma das filhas de Saul com a mãe, onde falavam do casamento de uma delas com Davi. Uma delas disse assim, sobre aquela que havia sido prometida: _ Imagine se soubessem (o pai e Davi), que ela anda se esfregando com... Opa! Ela disse 'se esfregando'? Pois sim!
Quem acompanha adaptações, principalmente essas, de época, sabe que são enaltecidas pelo vocabulário enriquecido, pelas palavras rebuscadas. Natural. Dá maior veracidade. E o zelo pela qualidade das palavras e diálogos, são justamente para dar maior ênfase e aproximar a atmosfera do que aconteceu naquela situação, naquele dado momento.
Evidentemente que sei o que significa o 'se esfregando' - espécie de gíria utilizada para classificar alguém que está dando um 'pega', aquele 'amasso'. Mas isso é hoje. No tempo de Davi, certeza que não era o 'esfregando' a palavra mais apropriada. Ficou fora do contexto.
A partir daí, fiquei imaginando a história de um outro ponto de vista; sem o vocabulário tradicional, marcante nos textos bíblicos. Um mais moderninho e atual. Sairia o: _ Ó, Senhor, ondes estais tu? ...Não reconheceis mais minha devoção? ...Porque me abandonastes! ...Perdoe-me pelas blasfemias proferidas contra teu povo. Substituído pelo: Qualé, mano, vazou mesmo? Tô valendo mais nada? Me largou na mão, véi! Véi, se zoei demais, dá um desconto. Nem dá, não é!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O Brasil, está?

Só depois da quarta-feira de cinzas

Tem emissora de tv que só espera a virada de ano pra começar o oba-oba. Em nome da diversão, as demais vão na onda. Inegável dizer que é um fenômeno cultural e gera divisas. E não é à toa que essa de transmitir desfiles de escolas de samba, acontece desde que me entendo por gente. Há quem atravesse a madrugada vendo aquilo. Convenhamos, ver aquilo pela tv... enfim, tem gosto pra tudo.

Outrora, lembrei-me dos saudosos carnavais de salão. Em alguns rincões, ainda resistem. Mas não são mais aqueles das velhas marchinhas, fantasias e brincadeiras sadias. Esses ficaram pelo tempo. Se chatos, piegas, tediosos, não sei bem porque liquidaram com eles; comumente é outro fato que modernizaram a coisa (e muito), evoluindo para o erotismo, muito álcool e outros tipos de drogas.

Algum tempo depois, os carnavais foram se reformulando, até que foram parar nas ruas definitivamente; viraram fora de época, até mais por sacada mercadológica. Entretanto, só o foco não mudou - erotismo, álcool e outros tipos de drogas, permaneceram firmes. Incluíram aí, a pegação.

Festa popular e genuinamente brasileira, à parte, algo é redundante, nessa época: o Brasil fica meio que amainado, nessa 'entressafra' (período que compreende o final de Dezembro e vai até o fim do carnaval). Como se bordões fossem, ouço coisas do tipo: _ Só depois do carnaval...; O Brasil, só anda depois do carnaval...; Ficou para depois do carnaval...; quero crer que o motivo seja apenas pelo fato de, Janeiro, ser um mês de férias... férias geralizadas?!

Tudo bem! São apenas quatro dias ou, cinco, e que passam assim, ó...rapidinho! E, em nome da folia, alguns irão enforcar; outros lugares, a opção é pelo ponto facultativo (vão enforcar mesmo!) e deixa rolar. Logo, o Brasil, volta a andar. Porém, lembre-se, só na quarta-feira de cinzas!!

Em alguns lugares, sim, certamente. Já noutros, não é bem assim. Oras, pois! Retifiquemos - Já noutros, só depois da quarta de cinzas. Mas muito depois...tá com dó? Ah! Põe depois nisso...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Teje preso

E tudo aquilo que disser, poderá ser usado contra você
Desnecessário citar aquelas palavras que estão na rede e que justificavam o direito a greve, às classes, em circunstâncias parecidíssimas; lá, na Bahia, e que foram ditas por Lula, em 2001. Tá! Ele, um ex-sindicalista, estaria se contradizendo se afirmasse o contrário. Mas e agora! Mantém? Na opinião do Governador baiano, Jaques Wagner (PT), os PM's são 'criminosos'. Se são criminosos, mande-os prender! Mas pode abrir precedentes.
Mas acredito que essa balburdia, muito mais do que estabelecer a ordem, parece deixar transparente o temor dele, governador, que a greve dos PM's durem o tempo necessário para que os reflexos sejam sentidos nos oba-obas das festas de carnaval. A gente sabe que não fica restrito aos parcos quatro dias. De sobremodo é muita gente, é muito dindin...o resto é falácia.
E quando reparo alguém falando de índole, má índole; honesto, desonesto; decente, corrupto... isso tem em todos os lugares, em todas as classes. Entrementes, duro de aguentar mesmo, são os que já usufruem de privilégios, regalias, salas com ar-condicionados e cadeiras macias e, ainda assim, querem mais. Aí, é dureza!
E pensar que tem gente por aí manipulando a opinião a fim de desestabilizar; criar repercussão para desmobilizar; pesar os adjetivos para desmoralizar. É a velha arte desconhecida por muitos, mas dominada por poucos. Objetivos?! Oportunizar, tirar proveito da situação, sair como vítima, numa clara tentativa de influenciar as pessoas contra os movimentos grevistas (sem querer entrar no mérito da questão se justificada ou não), assegurados pela Constituição Federal.
E como uma coisa puxa outra, ainda em política, lembrei-me que acompanhava numa dessas mesas redondas um representante político que manifestava sua indignação e incompreensão, afirmando que as pessoas não querem mais discutir política e quando o tema é abordado, torcem o nariz e tal...
Suponho que seja pelo fato de, há muito, a classe política, dia após dia, incansavelmente, incessantemente, vem desconstruindo a própria imagem.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Agito


O Egito está um verdadeiro agito. Bombando!
Parece que a primavera, afamada estação das flores, não é mais a mesma. Pelo menos, metaforicamente. E será que isso tem alguma relação com a 17° Conferência da ONU, realizada em Durban (África do Sul), sobre o efeito estufa, aquecimento global, gases tóxicos, etc (leia-se discussão sobre o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012)? Não. Não é pelas altas temperaturas que determinadas regiões estão esquentando.
E frituras à parte, se o clima está mudando pelas ações humanas...a esperar. Já que uns creem, entretanto, outros desdém. Enfim, não é pela estação propriamente dita que, Oriente Médio, parte da África e Europa estão sofrendo 'metamorfoses'. O buraco é bem mais embaixo - crises institucionais, regimes ultrapassados, problemas financeiros...não obstante, percebe-se que a situação mais alarmante, com altas doses de violência é no continente africano. Lá onde o Egito virou 'mó agito'.
Observando as ondas de protesto e violência, ocorridas no Cairo, chego a uma análise sinistra de que o mundo está sentado em enormes barris de pólvora. Alguns já estão com seu pavios acesos há um bom tempo. Daí, fica fácil perceber que a linha que separa estabilidade e caos não é tão segura quanto pensam. É tênue. Muito, mas muito mais frágil do que se imagina.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Só para corruptos

Vagas disponíveis.
Quantas?! Todas
A iniciativa é de um procurador da República do MPF-MS, baseado num estudo de uma ONG (Transparência Internacional) que faz relatórios anuais sobre a corrupção no mundo. Convenhamos a ideia é estapafurdia. Se estava querendo popularidade, esqueça. Não vai cair nas graças da opinião pública. Afinal de contas, eles, os corruptos, são mais lisos que mussuns. Ainda tem o inconveniente de que alguns deles ditam as regras do jogo.
Lá dentro, fariam o que, por exemplo?! Contariam vantagens, trocariam informações para o aprimoramento, suponho. E como qualificariam, já que a corrupção está em todos os níveis, instâncias, profissões? Ela vai desde o presentinho aos quinhões de dinheiro vivo.
E se, hipoteticamente, conseguissem colocar as mãos neles (estou falando dos grandões) saibam que um só desse seria insignificante para a quantidade de corruptos. E os pobres carcereiros, que tremenda roubada! Que assunto mais incongruente.
Aposto que a ideia de construir um presídio para corruptos seria mais do que artifício, motivo e incentivo para que os corruptos usem a situação para por em prática a arte de desviar verbas do presídio para corruptos. Lembremo-nos de que corrupção é uma atividade praticada A.C, ou seja, não é marca registrada nossa. Ok... aprimoramos. Enfim, praticada no mundo todo, todos os dias, a qualquer momento, incessantemente...parece coisa cíclica? E, é!
Dá até para fazer uma analogia àquela obra de Dias Gomes - "O Bem Amado" - onde Odorico Paraguaçu, interpretado por Paulo Gracindo, tem a obstinada ideia de inaugurar (não um presídio para corruptos, senão correria riscos), mas um cemitério. Curioso é que na cidade ninguém morria nunca...
Taí! Vejo semelhanças...quem disse que ficção e realidade não se misturam?